Desemprego Severo no Meio Rural Brasileiro

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Edward Martins Costa
José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho

Resumo

Este estudo busca mensurar a probabilidade de o trabalhador rural permanecer por mais de 12 meses desempregado, no Brasil e em suas regiões. Para tanto, utilizou-se a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) do 2o trimestre, a qual contém o suplemento de informações do Programa Bolsa Família (PBF). Ademais, realizou-se a estimação econométrica por meio do modelo Probit. Os resultados mostraram que, ao receber o PBF, ter familiar aposentado e possuir baixo nível de escolaridade, aumenta-se a probabilidade de o trabalhador rural estar no desemprego severo no Brasil. Quanto às regiões rurais, os resultados foram semelhantes aos encontrados no âmbito nacional; entretanto, houve mudança nos sinais das probabilidades, denotando uma heterogeidade no mercado de trabalho rural do país. Essa heterogeneidade ficou evidente entre as regiões Nordeste, onde a agricultura familiar é preponderante, e Centro-Oeste, região reconhecidamente impulsionada pela produção de maior escala.

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Como Citar
COSTA, E. M.; VIEIRA FILHO, J. E. R. Desemprego Severo no Meio Rural Brasileiro. Revista Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos, v. 14, n. 1, p. 1-25, 20 fev. 2021.
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Edward Martins Costa, Programa de Pós Graduação em Economia Rural - PPGER/UFC

Professor do Departamento de Economia Agrícola, Campus do Pici - DEA/UFC. Coordenador do Programa de Pós Graduação em Economia Rural - PPGER/UFC.

José Eustáquio Ribeiro Vieira Filho, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Diretor de Programa da Secretaria Executiva
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa

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