Desigualdades socioeconômicas: uma análise sobre os determinantes da taxa de mortalidade infantil nos municípios brasileiros

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Valéria Andrade Silva
Fábio Rodrigues de Moura
Fernanda Esperidião
Caio Henrique Mota silva Baptista

Resumo

Este estudo tem por objetivo investigar os principais determinantes socioeconômicos da taxa de mortalidade infantil (TMI) nos municípios brasileiros para os períodos censitários de 1991, 2000 e 2010. Para tanto, foram utilizadas quatro metodologias, sendo três metodologias econométricas: modelo Linear de Dados em Painel, modelo de Poisson em Dados em Painel e modelo de Regressão Quantílica em Dados em Painel. A quarta metodologia utilizada é a Análise Exploratória de Dados Espaciais (AEDE), a fim de observar a distribuição da taxa de mortalidade infantil e sua correlação espacial. Quanto aos resultados econométricos, eles mostram que tanto no painel linear quanto nos modelos Poisson e na Regressão Quantílica com efeitos fixos, as variáveis socioeconômicas apresentaram influência na determinação da mortalidade infantil, mostrando-se relevantes para a melhoria do status de saúde da população brasileira. Porém, a renda apresenta um efeito mais persistente sobre os óbitos infantis se comparada às variáveis educacionais e à fecundidade nos municípios brasileiros. Para a análise exploratória de dados espaciais (AEDE), o índice global mostrou que há evidências de autocorrelação espacial positiva, indicando que os municípios que possuem alta (baixa) TMI estão circundados por municípios que possuem alta (baixa) TMI, revelando assim um efeito de contágio ou transbordamento da TMI.

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Como Citar
SILVA, V. A.; DE MOURA, F. R.; ESPERIDIÃO, F.; BAPTISTA, C. H. M. SILVA. Desigualdades socioeconômicas: uma análise sobre os determinantes da taxa de mortalidade infantil nos municípios brasileiros. Revista Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos, v. 13, n. 1, p. 73-97, 12 jun. 2019.
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Valéria Andrade Silva, Universidade Federal de Sergipe.

Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) (2016.2). Atualmente é Mestranda em Economia Aplicada, na linha de pesquisa Crescimento e Tecnologia (UFS), é integrante do grupo de pesquisa Laboratório de Economia Aplicada e Desenvolvimento Regional - Leader (UFS). Em 2018 ficou em 2° lugar no XIX Prêmio Sergipe de Economia "Prof. José Aloisio Campos" versao 2017.

Fábio Rodrigues de Moura, Universidade Federal de Sergipe.

Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Sergipe (2008), mestrado em Teoria Econômica pelo Programa de Pós-Graduação em Economia da Universidade Federal de Pernambuco (2012), e doutorado em Economia Aplicada pela ESALQ/USP. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Métodos Quantitativos e Modelos Matemáticos aplicados em Economia.

Fernanda Esperidião, Universidade Federal de Sergipe.

Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Estadual de Londrina (1989), mestrado em Economia pela Universidade Estadual de Maringá (2000) e doutorado em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Federal do Paraná (2008). Atualmente é professor associada do Departamento de Economia e coordenadora Programa acadêmico de Pós-graduação em economia da Universidade Federal de Sergipe. Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Crescimento e Desenvolvimento Econômico, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, capital humano, economia brasileira, saúde e saneamento.

Caio Henrique Mota silva Baptista, Universidade Federal de Sergipe.

Possui graduação em Ciências Econômicas pela Universidade Federal da Grande Dourados (2016). Tem experiência na área de Economia, com ênfase em Economia.