SEGREGAÇÃO RESIDENCIAL NA CIDADE DO RECIFE: UM ESTUDO DA SUA CONFIGURAÇÃO

Autores

  • Tássia Germano de Oliveira Universidade Federal de Pernambuco - UFPE http://orcid.org/0000-0003-3265-4239
  • Raul da Mota Silveira Neto Universidade Federal de Pernambuco - UFPE

Resumo

Estudos sobre a mensuração da segregação residencial e a identificação da sua configuração espacial são bastante escassos na literatura do país, mais ainda para a cidade do Recife. O presente estudo objetiva contribuir para a análise da segregação residencial nas cidades do Brasil, tendo como escopo a identificação desse fenômeno na cidade do Recife para os anos de 2000 e 2010. Para tanto, são utilizados dados dos setores censitários dos Censos Demográficos de 2000 e 2010 do IBGE para os grupos populacionais descritos pela variável rendimento dos responsáveis. A partir do cômputo das medidas sintéticas espaciais de segregação e da espacialização dos índices locais, as evidências apontam para padrões de macrossegregação na cidade. Especificamente, para os responsáveis com rendimento superior a 10 salários mínimos, há um claro padrão de concentração espacial desses grupos nas regiões que apresentam amenidades locais: Rio Capibaribe, Praia de Boa Viagem e parques da cidade. Além disso, essas áreas são bem localizadas, próximas ao centro, e com forte oferta de serviços públicos (saneamento, por exemplo). Por sua vez, embora o arranjo espacial da população mais pobre apresente-se mais disperso no território, é possível verificar alguns padrões de segregação dessa população.

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Biografia do Autor

Tássia Germano de Oliveira, Universidade Federal de Pernambuco - UFPE

Vinculada ao Departamento de Economia da UFPE. Aluna  do Doutorado do Programa do Pós-Graduação em Economia - PIMES. Tenho interesse em estudos em Economia Regional e Urbana e Desenvolvimento Econômico.

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Publicado

2016-05-04

Como Citar

DE OLIVEIRA, T. G.; SILVEIRA NETO, R. da M. SEGREGAÇÃO RESIDENCIAL NA CIDADE DO RECIFE: UM ESTUDO DA SUA CONFIGURAÇÃO. Revista Brasileira de Estudos Regionais e Urbanos, [S. l.], v. 9, n. 1, p. 71–92, 2016. Disponível em: https://revistaaber.org.br/rberu/article/view/115. Acesso em: 3 jul. 2022.
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