DECOMPOSIÇÃO ESTRUTURAL DAS EMISSÕES DE CO2 DO BRIC

Claudia Perdigão, Thais Fernanda Faião, Rossana Lott Rodrigues, Emerson Guzzi Zuan Esteves, Umberto Antônio Sesso Filho, Irene Domenes Zapparoli

Resumo


Diante da expectativa de crescimento para as próximas décadas e dos desafios apresentados pelas matrizes energéticas, o modelo de desenvolvimento do BRIC ganha ênfase ante as questões ambientais. Nesse sentido, o objetivo deste artigo é apresentar a trajetória das emissões de CO2 para esses países no período entre 1999 e 2009. Para tanto, a metodologia de análise de decomposição estrutural com base em dados de insumo-produto foi utilizada, uma vez que ela permite a consideração dos efeitos intensidade, tecnologia, estrutura e volume da demanda final sobre a variação da emissão de CO2. Com isso, buscou-se averiguar a influência dos elementos da estrutura econômica sobre a evolução do lançamento de dióxido de carbono na atmosfera, bem como identificar a participação dos setores produtivos dos países em tais emissões. Os resultados mostraram que, no Brasil e na Rússia, o aumento das emissões de dióxido de carbono ocorreu principalmente pela demanda final, enquanto na China e na Índia tal aumento pode ser atrelado aos efeitos gerados pela alta taxa de formação bruta de capital fixo. Também identificamos que todos os países do BRIC apresentaram resultados satisfatórios em políticas setoriais de redução de emissão de CO2, sendo o Brasil o pioneiro entre eles.


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ISSN: 1981-3953 & 2447-7990


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